quarta-feira, 14 de março de 2012

Capitulo III



Uma criança brincava perto do antigo orfanato, eram 4:00 da tarde.
A criança sozinha.
Ela tinha uns 8 anos. Andou até o gramado do orfanato.
Uma freira abriu a porta, pegou a criança no colo e levou-a para dentro.
- Eu me perdi. - disse a criança assim que a freira perguntou o que tinha acontecido com ela.
A freira cuidou da criança, e arranjou um quarto para ela no orfanato, junto com um adolescente.
- Oi. - disse a criança olhando inocentemente para o Adolescente.
- O que foi pirralha? - respondeu ele.
- Nada... - disse a criança sentindo-se magoada.
A noite chegou. A criança sozinha no quarto com o adolescente ainda.
Nenhum falava, só se ouviu a tarde toda, sons de crianças brincando no quintal.
A criança perdida deitou-se na cama, mas não conseguiu dormir.
Algo a incomodava... Algo ruim.
Ela levantou-se e foi até o banheiro. Assim que chegou, lavou o rosto.
Quando ergueu a cabeça havia o que parecia ser um adolescente, todo vestido de preto, com o rosto coberto de preto e uma faca ensanguentada na mão.



- Sophia, acorda, temos que tomar café. - disse Dani chacoalhando Sophia na cama.
- Nossa, calma. - disse ela sonolenta.
Sophia ainda estava com a camisola preta.
Ela se arrumou e as duas desceram para o patio.
Estava uma montureira de gente no patio, crianças, adultos e tudo mais.
De repente dois enfermeiros apareceram carregando uma maca.
Havia uma pessoa deitada ali...
- Dizem que ela se matou. - disse um menino atrás delas.
- O que? Porque? - perguntou Sophia.
- Só dizem, ninguém sabe se é verdade. E ninguém sabe o motivo também. Só sabemos que foi nessa madrugada. - respondeu ele sem olhar para ela, ainda encarando a maca que já sumia pela porta lateral do orfanato.
- Meu Deus... - disse Daniela.
- Mas... Como ela morreu? - perguntou Sophia ao garoto.
- Cortou a garganta. - respondeu ele sem expressão alguma.
Sophia ficou em choque, não conseguia falar mais nada...
- Sophia! - disse uma menininha loira vindo em direção a ela de braços abertos.
Sophia pegou-a no colo.
- Oi Meggie. Como vai? - perguntou ela sorrindo.
- Estou triste... - respondeu a menininha.
- Porque? - perguntou Dani.
- Por causa da menina que se matou...
Todos ficaram quietos... A pureza naquela criança era totalmente linda.
Depois, Meggie voltou para sua turminha e Sophia e Dani foram se sentar. O menino foi junto.
- Como você chama? - perguntou Dani.
- Carl. - respondeu ele.
Sophia sorriu e lembrou-se do menino na madrugada passada...
Lindo, exuberante.
Caminhando pela propriedade do orfanato.
Porque?
Sozinho... Porque?
- Eu tenho medo que aconteçam coisas piores. - disse Sophia e tomou um gole de suco.


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